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Até que ponto a automatização de processos zero code é eficaz?

Quando se fala de automatização de processos sem código a grande promessa é que o produto viabilize para o analista de negócio a possibilidade de modelar o processo e disponibilizar para a execução sem a necessidade de codar.

No cenário em que vivemos essa proposta é extremamente atraente. Considerando que as organizações buscam dar mais agilidade a suas atividades para sair na frente no mercado, a ideia de modelar processos e executar o que está representado na modelagem sem uma equipe de desenvolvimento de software parece ser a solução de todos os problemas relacionados a tempo.

Envolvimento para gerar valor

Porém, as coisas não são tão simples assim. Em toda organização existem informações que precisam ser manipuladas de diversas formas para que sejam utilizadas durante a execução dos processos e é evidente que a participação do profissional de tecnologia da informação (TI) é de grande importância nesse momento, pois ele tem o domínio no que diz respeito ao tratamento das informações que já existem nos sistemas da organização. E a programação torna possível o uso dessas informações de forma mais aproveitável e efetiva.

Para obter os melhores resultados com ferramentas de BPMS (Business Process Management System) é necessário que os responsáveis da área de negócio tenham domínio técnico sobre a ferramenta para que aproveitem ao máximo e de forma correta os recursos que ela disponibiliza. Também é necessário que eles saibam construir interfaces que serão utilizadas durante a execução das atividades como formulários e fluxos, por exemplo. Nesse momento a presença do profissional de TI também se faz necessária, porque sua participação ajuda a evitar que o processo fique limitado às funções sintéticas da ferramenta que está sendo utilizada.

Sendo assim é notória a necessidade da participação conjunta da TI com a área de negócios, pois o analista de sistemas pode ajudar o analista de negócios a montar o processo identificando os artefatos de software que já existem, os que precisam ser desenvolvidos (com ou sem código) e os que precisam deixar de existir.

Mais colaboração, mais valor para o negócio.

No artigo Até onde vão os benefícios da automatização de processos “zero-code”?, Kelly Sganderla discorre de forma mais aprofundada sobre o tema e a conclusão que ela chega é a seguinte:

“Automatizar atividades humanas sem fazer uso inteligente dos recursos computacionais da empresa no que se refere à obtenção de informações agregará pouco ou nenhum valor ao processo e como consequência apresentará retorno do investimento muito abaixo das expectativas.”

Por isso eu acredito que é preciso saber mensurar até que ponto o BPMS será efetivo na automatização de processos, pois conforme exposto acima, fazer esse tipo de automatização sem utilizar outros recursos de tecnologia para obtenção e manipulação de informações é pouco eficaz e muito provavelmente não agregará o maior valor possível a organização e a seus processos.

É importante estabelecer as fronteiras de atuação para ter um aproveitamento excelente das ferramentas e trazendo o maior retorno possível para o negócio.

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