Like A Girl

Pushing the conversation on gender equality.

Code Like A Girl

Carreiras não possuem gênero

Como qualquer programadora, meus dias começam com um café em uma mão e confiança na outra.

Estudar Ciência da Computação e representar uma minoria na área, as mulheres, certamente é um desafio.

Me recordo do meu primeiro dia de aula no ensino superior e perceber a presença dominante masculina. Ser uma de duas mulheres em sala, certamente foi algo intimidador. Naquele momento, eu já representava cinquenta por cento de uma minoria.

“Você sabe que agora nós somos amigas né?”

Foi a primeira frase que disse para o cinquenta por cento restante dessa proporção, Marcela. Hoje minha amiga front-end, ela compreendeu a situação e me falou sobre a importância de juntas pegarmos nossos diplomas sem desistências, pois a foto de formatura “deveria ter meninas”.

Sempre perguntava para outros e à mim mesma o motivo da tão sentida falta das mulheres na Computação. Quando entro em uma sala de aula na Universidade e vejo outra colega, um imediato sentimento de cumplicidade é criado. Aprendi logo no começo que outras garotas não seriam minha competição, estaria com elas e não contra elas. Aliás, um abraço para aquelas que sorriem quando passo perto ao invés de me olharem feio.

Enquanto alguns não sabiam responder essa pergunta, muitos me contestaram que se mais garotas quisessem ou demonstrassem interesse em serem cientistas da computação, simplesmente haveria mais cientistas do sexo feminino no mundo. Todas as mulheres dentro de mim estavam cansadas desta resposta! Vivemos em uma sociedade que constantemente desencoraja a inteligência feminina, retratando-a como um traço nada feminino e criando homens para ocupar posições de superioridade acadêmica.

Outros respondiam que se tratava de “ um curso de homem”.

Nunca entendi muito bem a descrição de algo como sendo “de homem” ou “de mulher”. Afinal não existe nenhum tipo de relação entre gênero e habilidade acadêmica.

O curioso é que o curso retratado como “de homens” não seria o mesmo sem a presença de mulheres como Ada Lovelace, Hedy Lamarr, Grace Hopper e Top Secret Rosies, que infelizmente não recebem a mesma notoriedade de indivíduos do sexo oposto que também contribuíram para a Computação.

Não me entenda errado,sou feminista sim (confie em mim, não é uma palavra ruim risus)! Mas é primordial compreender que a ascensão das mulheres não significa a queda dos homens, muito pelo contrário, a mesma beneficia tanto os homens como as mulheres.

Me levou um tempo para achar a minha voz, mas agora que a encontrei não deixarei nada ficar no caminho do meu diploma. Concluí que muitos ainda possuem a mentalidade de gêneros quando se trata de carreiras, então é melhor aceitar e fazer o que quero independente!

Às minhas parceiras do campo tecnológico, vocês não estão sozinhas!

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