Like A Girl

Pushing the conversation on gender equality.

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O lado bom de ser uma mulher na tecnologia

Atualmente, nós mulheres somos minoria no âmbito tecnológico mas nem sempre foi assim. Temos várias histórias de mulheres que revolucionaram a tecnologia, como Ada Lovelace, Frances Bilas, Grace Hopper, Jennings Bartik, Joan Clarke, Margaret Hamilton, Shirley Ann Jackson, Shon Harris entre várias outras.

Certamente, todas elas tiveram dificuldades na área e, assim como elas, muitas de nós já passamos por situações de preconceito, abuso moral e até sexual.

Recentemente vimos o caso do engenheiro de software da Google que foi demitido após perpetuar estereótipos de gênero através de um texto onde ele criticava as políticas de diversidade da empresa em que trabalhava.

Infelizmente é comum ver relatos de mulheres que têm histórias tristes para contar. Mesmo com apenas 3 anos de experiência na área de TI, eu já tenho as minhas também.
Sei que não devo ocultar nada do que passei, mas acredito que se eu quero fazer a diferença, devo mostrar os pontos positivos de ser uma mulher na TI. Eles existem, e são muitos.

Primeiro ponto: Eu aprendi a me superar a cada dia!
O fato de estar em uma área que evolui constantemente me obrigou a estudar, a ler e a explanar coisas que eu não explanaria de outra forma. Constantemente, me sinto na obrigação de ir além dos meus limites e não perco a oportunidade de aprender algo novo.

Segundo ponto: Eu descobri o fantástico mundo das comunidades!
Existem muitas comunidades globais que incentivam a atuação das mulheres na área de TI.
Fazer parte de uma comunidade me faz sentir incluída naquele meio, pois eu estou cercada de várias pessoas que estão ali para ensinar e aprender comigo.
Por isso, não tenha medo de entrar em uma comunidade, busque a que você mais se identifica e entre! Você não vai se arrepender.

Terceiro ponto: Eu passei a acreditar mais em mim!
Pelo fato de passar por várias situações difíceis, eu precisei exercitar a resiliência.
Hoje em dia, as dificuldades me motivam e eu vejo elas como desafios a serem superados.

Quarto ponto: Eu aprendi a compartilhar conhecimento!
Aprender é muito bom mas ensinar algo a outras pessoas é melhor ainda.
É incrível saber que o que eu ensinei a alguém foi útil e de alguma forma fez a diferença na vida acadêmica ou profissional dela.

Quinto ponto: Eu recebi incentivo de comunidades e empresas!
Diversas vezes eu pude participar de eventos incríveis e cursos maravilhosos com incentivo financeiro de empresas e comunidades que buscam promover a inclusão das mulheres na tecnologia.

Sexto ponto: Eu aprendi a programar!
Eu tive muita dificuldade com programação desde a minha primeira experiência na universidade mas depois de dedicar bastante esforço, consegui aprender e foi fantástico, porque eu pude ver aquilo que eu tinha desenvolvido com muito suor sendo útil para outras pessoas.
Eu passei a me sentir importante porque a sensação que eu tinha era a de que parte de mim e do meu conhecimento estava sendo utilizado no computador e no celular de várias pessoas.

Todos esses pontos que descrevi contribuíram para que eu me destacasse na minha área. O reconhecimento na universidade e no mercado de trabalho vieram sem que eu precisasse buscá-lo, como consequência do esforço e dedicação em aprender e ensinar.

Constantemente eu recebo apoio de professores, amigos e profissionais da área de TI.

Uma coisa que devemos ter em mente é que os homens NÃO são inimigos, nós sempre seremos valorizadas por quem vale a pena. É muito importante saber reconhecer o esforço deles em nos auxiliar pois muitos deles querem nos ajudar!

Se você se interessou por comunidades mas ainda não conhece nenhuma, aqui vai a sugestão de algumas bem legais que eu conheço.

PHPWomen
PyLadies
WWDC Girls
Code Like a Girl
Women Who Code
Women Techmakers

Espero que depois de todos esses motivos você se sinta motivada a atuar na área de tecnologia.
Acredite, você é capaz e não está sozinha!

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