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Power BI — Uma primeira impressão

Eu assisti o Workshop como sair do nada e chegar ao tudo no Power BI com o Mestre Claudio Bonel, um profissional com muita expertise em BI, que com um humor contagiante, de forma leve e feliz colocou a gente por dentro do assunto que é bem atual e interessante. Vou tentar passar um pouquinho do que eu aprendi por lá com intuito de tentar dar uma primeira impressão no assunto a quem se interessar.

O primeiro ponto a ser abordado foi a relevância do BI (Business Intelligence) ou inteligência de negócio, que de forma simplista, nada mais é que utilizar dados para obtenção de informações para ajuda nas tomadas de decisões de negócios, acompanhar os avanços através de indicadores, descobrir oportunidade e desafios nas empresas entre outros.

Para trabalhar os dados e chegar a resultados relevantes existem dois caminhos: BI Tradicional ou Self-Service BI.

No mercado moderno de BI os usuários de negócio buscam produtos fáceis de comprar e de utilizar, que possam ser utilizadas sem grande conhecimento técnico, então ai se enquadra o self-service BI. O Claudio mostrou através do quadrante mágico do Gartner que as Líderes de 2017 permanecerem os mesmos em 2018: Microsoft Power BI, Qlik e Tableu. O quadrante mágico consegue mostrar claramente os melhores fornecedores na forma de capacidade de execução e abrangência da visão.

Figura 1 — Gartner 2017 e 2018

Então vamos conhecer o Power BI (self-service) e descobrir o que a ferramenta de BI, mais bem posicionada pelo Gartner Group pode fazer por nós. O aplicativo Power BI Desktop liga a Power Query, Power Pivot e Power View em uma aplicação autônoma. Ele está disponível gratuitamente (https://powerbi.microsoft.com/pt-br/). Vamos abordar de forma resumida o que é e para que serve cada componente desse:

Power Query

É uma ferramenta ETL (Extract, Transform, Load) de autoatendimento.Ele permite aos usuários extrair dados de várias fontes, manipular esses dados em uma forma adequada às suas necessidades e carregá-lo no Excel.

Power Pivot

É um componente de modelagem de dados na memória que permite armazenamento de dados altamente compactado e de agregação e cálculo extremamente rápidos. Pode ser usado para criar um modelo de dados dentro de uma pasta de trabalho do Excel. O Power Pivot pode carregar os dados em si, ou pode ter dados carregados no Power Query.

O Power View

É uma ferramenta de visualização interativa que fornece aos usuários uma interface de arrastar e soltar, permitindo que eles criem visualizações rápidas e fáceis dos dados em suas pastas de trabalho do Excel (usando o modelo de dados Power Pivot).

Agora falando sobre o BI tradicional, o Claudio de forma assertiva nos lembrou que são projetos de longa duração para construção de solução, e quando são necessárias mudanças isso também demanda muito tempo.

Então agora voltamos a questão: O que é melhor, o BI Tradicional ou self service BI? A resposta do Claudio Bonel é: a união dos dois. Funciona da seguinte forma: a TI faz o mapeamento das fontes de informação relevantes para entregar valor, que possam responder as perguntas de negócio e gerar insights para as tomadas de decisões. É necessário checar se os dados têm qualidade e são confiáveis. Atendendo a todas essas premissas pode-se consolidar tudo em um único banco de dados. Terminada a parte da TI, agora cada usuário utilizando o Power BI pode construir o seu próprio Dashboard, colocando componentes de acordo com a sua necessidade, e utilizando um mesmo banco de dados. Vamos a facilitação Visual para melhor entendimento da união do BI tradicional e o Power BI.

Figura 2 — BI tradicional e Power BI

Na figura 2, após a TI conectar as fontes de dados e convergir em um único através do Power Query, é chegada a hora de transformar os dados (Power Query). Por exemplo: renomear colunas ou tabelas, converter texto em números, remover linhas, definir a primeira linha como títulos, transformar abreviações em nomes completos, verificar dados duplicados para excluir e assim por diante. Isso tudo pode ser realizado através de menus de atalho ou pelo clique do botão direito do mouse. A fonte de dados original não é afetada, apenas a exibição dos dados é ajustada, ou formatada. As etapas especificadas são registradas como um passo a passo em ordem do que foi realizado.

Na exibição de Relações (Power Pivot) mostra todas as tabelas, colunas e relações em seu modelo. Isso pode ser útil quando o modelo tem relações complexas entre várias tabelas. Power BI Desktop, na maioria dos casos, faz as relações pelo recurso de Detecção, porém em alguns casos talvez seja preciso criar relações por conta própria, ou talvez seja necessário fazer algumas alterações em uma relação. Através do DAX (Data Analysis Expressions) é possível criar novas informações de dados já presentes em seu modelo, para resolver problemas do BI do mundo real. DAX é uma coleção de funções, operadores e constantes que podem ser usados em uma fórmula, ou expressão, para calcular e retornar um ou mais valores, similar as fórmulas no Microsoft Excel.

O Próximo passo é construir o painel que vai apresentar os dados e gerar insights (Power View). Uma vez que se tem os DashBoards prontos pode-se disponibilizar no Serviço do Power BI (Cloud), colocar num blog e acessar via Desktop ou Mobile.

Para um maior aprofundamento acessar o site https://docs.microsoft.com/pt-br/power-bi/desktop-getting-started

Fontes de Pesquisa

https://docs.microsoft.com/pt-br/power-bi/

https://stackoverflow.com/questions/29696131/difference-between-powerpivot-powerquery-and-powerbi